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O Unicórnio

O dia a dia de um Unicórnio. Suas inspirações, aventuras e desaires.

O dia a dia de um Unicórnio. Suas inspirações, aventuras e desaires.

O Unicórnio

07
Dez15

Memórias da catequese e de gente muito católica.


O Unicórnio

Há mais de vinte anos, andava na catequese (riam à vontadinha que não me ralo) e cada classe no Natal, tinha uma pequena aparição pública no salão de festas da aldeia, onde apresentava à paróquia, um cântico, um teatrinho bíblico, batia um ferrinho no outro, dançava os "passarinhos a bailar mal acabam de nascer", simulava um presépio ou algo do género.

Num desses anos, penso que teria 13 ou 14 anos, tive uma catequista que era muito "à frente no seu tempo" e da qual gostava imenso.  Chegada a altura do Natal perguntou-nos a São o que queria o meu grupo apresentar ao público. O meu grupo, composto por raparigas vaidosonas como o caraças e de pelo na venta, quis dançar esta música que convosco partilho.

A São (catequista), nem ripostou e uma semana depois apareceu com um tecido amarelo canário bem brilhante, cortou uns pedaços de pano, colocou-nos um elástico à cintura e lá fomos nós apresentar à paróquia o nosso presente de Natal.

Escusado será dizer que ainda me lembro da sensação de vestir aquela saia e de me sentir a mais gira da rua, quiçá, do bairro. Subimos ao palco, a São carregou no Play de uma enorme aparelhagem portátil e lá começámos a dançar. 

O público, esse, completamente extasiado, batia palmas e assobiava (menos o padre e restante comitiva) quando de súbito, uma das minhas colegas, a Dora (moçoila alta e espadaúda com porte de dançarina de ballet), desapareceu do palco como tivesse sido sugada.

Coitada. Havia um alçapão (era um palco de teatro e antigamente todos os palcos tinham um alçapão onde um homem ficava escondido a segredar a peça aos atores), e a Dora, coitada, enfiou-se lá para dentro de cabeça. Todas continuaram a dançar muito sérias, e eu, que sempre fui uma palhaça, desapareci pela lateral, agarrada à barriga de tanto rir.

Ainda hoje, quando vejo a Dora, lembro-me daquele tralho e dou por mim a esboçar um risinho no canto superior esquerdo, desta boca que a terra não há-de comer. 

 

 

04
Dez15

É agora que voltarei a ser magra. Ops...mais magra, vá lá....


O Unicórnio

Com a gravidez engordei imenso (não vou dizer quanto, porque tenho vergonha). Depois de nascer o Francisco (e já lá vão cinco meses), pensei que ia voltar ao meu peso normal bem rápido (entre os 60 e os 62 quilos) e não consegui. Cheguei à conclusão de que sozinha não conseguirei perder o que pretendo e então tomei duas decisões; inscrever-me no ginásio (amanhã) e marcar com uma nutricionista (fi-lo hoje). Não menos importante, é que descobri que tenho hipotiroidismo já bastante respeitável (fui hoje a uma consulta) o que tem atrasado este processo de voltar a ser uma gaja boa. Já comecei a medicação  e espero então que o meu metabolismo volte à normalidade.

E porque é que preciso de perder este peso? Não é só por uma questão estética (que é, claro), é também porque comecei a ter dores que anteriormente não tinha, nos joelhos, sobretudo. E sim, porque não me sinto bem, redonda que nem uma pipa e estabeleci uma meta; até Julho de 2016 chegarei aos 55 quilos. E vou conseguir, é preciso força de vontade e a imagem da Giselle Bunchen no frigorífico. Irei também, diariamente, colocar o meu plano alimentar aqui no blog para as moças que sofrem como eu, as agruras das banhocas, ficarem motivadas. . Até lá.... vou mandar-me ali ao pão e já volto. 

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