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O Unicórnio

O dia a dia de um Unicórnio. Suas inspirações, aventuras e desaires.

O dia a dia de um Unicórnio. Suas inspirações, aventuras e desaires.

O Unicórnio

13
Jan16

Saudades da praia, do Alentejo, do calor, de não fazer ponta de um corno. Raios partam o Inverno.


O Unicórnio

De alguns anos para cá temos passado as nossas férias de verão no Alentejo. Sempre fomos amantes de Peniche onde gostamos de ir à pesca e de praticar mergulho, mas há cerca de dez anos fomos conhecer a costa vicentina e ficámos encantados com Porto Covo. Eu já conhecia Milfontes, Zambujeira do Mar, Carrapateira, Odemira e outras localidades, mas o mêrapaz nunca tinha ido para aqueles lados e claro está, ficou apaixonado não só pelas magnifícas praias de extenso areal, mas também pela ambiência que se vive naquele lugar alentejano, pela comida, pela paisagem bucólica e principalmente por não estar atolada de gente como no Algarve (que eu dispenso perfeitamente ao contrário da maioria dos portugueses). 

Nos primeiros anos (ainda de namoro) fizemos campismo. Estávamos na casa dos 20, éramos uns grandes doidos, queríamos copos, praia, música e passear, logo o campismo fazia todo o sentido. Hoje, ele nos 40 e eu a caminho, queremos descanso, calma e pouca agitação e no ano passado, ficámos numa pequena casa de turismo rural entre Milfontes e Porto Côvo que tinha mini casinhas típicas alentejanas. Algo muito pequeno, familiar e singelo, mas óptimo para férias a dois (este ano a três) e até o Chulo (o nosso cão), adorou lá ter estado. Tínhamos uma piscina à porta, um jacuzzi, umas espreguiçadeiras bem convidativas e só precisámos de levar roupa porque o restante estava incluído e lá estivemos uns dez dias porque o preço era muito convidativo.  

A nossa praia de eleição para além de todas as praias de Porto Covo, é a Praia do Malhão que tem um extenso areal e que ainda se mantém selvagem, quase intocada e sobretudo frequentada pelos locais. A estrada de acesso é de terra, a praia não está sinalizada, para chegarmos ao areal temos que descer umas arribas muito inclinadas que nos tiram o fôlego mas quando olho para estas fotos, fico ansiosa para lá voltar e sinto uma espécie de nostalgia fininha atrás das orelhas por ainda faltar tanto tempo. Sou moça de verão, do calor, de praia e de chinelos e o inverno só me deprime e tira forças.

Adoro o alentejo, acho que também lhe pertenço um pouco. 

 

 

Praia do Malhão

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12
Jan16

Este texto é agressivo, portanto, não o leiam.


O Unicórnio

Quando se tem um bebé pequeno em casa tudo muda, principalmente a disponibilidade / tempo / vontade para os outros . É impensável querer que o nosso tempo continue a ser o tempo antes da chegada de um bebé e mais impensável ainda, é querer fazer as mesmas coisas que se faziam. Aquelas mães aprumadas com bebés de meses que têm tempo de ir ao cabeleireiro, à manicure, ao cinema, ao ginásio, que saem pra beber café diariamente com as amigas e afins, só podem ter em casa uma de duas coisas (ou então as duas); um marido ou uma empregada a tempo inteiro. Não me venham cá com coisas que “tudo é uma questão de organização” que é mentira.

O que mais me custa, é por vezes ouvir certos comentários de pessoas que não fazem a mínima ideia de como é a vida depois de se ser mãe, mas que se julgam no direito de opiniar e criticar a dependência que é (boa dependência esta ) de estar em casa com um bebé. Passo a transcrever alguns desses comentários que já me foram dirigidos;

“Nunca mais foste arranjar as unhas, olha-me essa vergonha.”

Pois gostaria muito de ir arranjar as unhas, o cabelo, as sobrancelhas, aparar a patareca, aclarar o buço e afins,  mas não consigo. E não consigo porque isso requer tempo que eu não tenho e mesmo que o tivesse, preferia estar em casa a cuidar / brincar com o meu filho. Terá que ficar tudo isso para daqui a uns tempo quando ele for mais crescido. Obviamente que não estou um monstro peludo, malcheiroso e matrafão, mas não faço essas coisas semanalmente como fazia antes de ter o Francisco.

“Estás gorda, ainda não perdeste esse peso”.

Não, não perdi, ó estafermo! E não perdi por vários motivos. Não posso fazer dietas muito restritivas porque amamento, amamentar dá-me fome e tenho muito mais que fazer do que andar a definir hora a hora, abdominais ao espelho. Repito; não estou nenhum monstro de 100 quilos, mas também já não tenho os 59 que tinha e talvez nunca mais lá chegue, mas tenho a certeza que ficarei mais magra, tudo a seu tempo e já estou no bom caminho. Isso entristece-me? Adoro não ter excesso de peso, mas como diz a minha irmã; “vale mais gordinha e gira, do que magra e feia”, tomem lá.  

“Quando vais beber café comigo? Passas o dia em casa com o puto, pá!”

Pois passo e é porque quero. Quando a minha mãe vem cá ter connosco a casa, não sou capaz de desgrudar do meu Francisco e ir dormir toda a tarde ou passear com as amigas. Se tenho que sair, saio e volto a correr. Há quem chame  “amor” a esta dependência... vá se lá saber porquê.

“Gostas tanto de estar profissionalmente activa e ainda estás em casa?”

Estou e estarei mais uns meses. Ninguém trata do meu filho como eu, eu sou a mãe, ele é dependente das minhas mamas e não quero já traumatizar o miúdo, tirando-lhe o que ele mais gosta. Imaginem que vos faziam o mesmo?! Cruel, não? E para mais, nunca estive em casa  “só porque sim” e também é um direito que me assiste. Se posso ficar, ficarei.

“ Vai apanhar ar que eu tomo conta do puto”.

Já ouvi esta muitas vezes de amigas, mas nunca nenhuma me apareceu à porta para tal.

 

Este é um tema que dá “pano para mangas”, mas não me posso alongar, ou dirão que sou bruta que nem uma porta e rebéubéubéu.

Bem, vou ali passar com a gilette nas virilhas que os pelos já rompem para fora das leggings. Beijinhos e abraços.

11
Jan16

O Lobo Mau vive em Torres Novas e anda de bicicleta.


O Unicórnio

A caminho de Torres Novas para uma consulta, lembrei-me de um acontecimento que vivi naquela cidade tinha uns doze, treze anos. Nessa altura, estudava no Colégio de Santa Maria (riam-se à vontadinha que não me ralo) e por vezes ao fim do dia, descia a pé para o centro da cidade para apanhar o autocarro que me levaria de regresso à aldeia. Sempre acompanhada por duas ou três colegas, lá íamos de farda azul e meia branca com renda, mochila e lancheira às costas e naquele dia chuvoso, levava também um chapéu de chuva roubado à saída do colégio que até hoje ninguém reclamou.  

No meio do percurso, reparei que estávamos a ser perseguidas por um homem de bicicleta. O animal usava óculos fundo do garrafa, estava na casa dos cinquenta e notava-se pela forma com que nos olhava que tinha lido o "Lolita" do Nobokov e que alimentava em si, uma enorme sede de contacto com miúdas que ainda nem tinham pelos nas pernas. Ora, o macaco, pedalava devagar sempre nos mirando e soltava umas parvoíces típicas de gente que não tem onde enfiar o pirilau quando chega a casa. Nós, miúdas de colégio, habituadinhas a sopa de estrelinhas e a rezar o terço quase todos os dias, íamos fingindo que não estávamos a perceber o que aquele grandessíssimo animal pretendia. Passámos à porta de um minimercado e fiz sinal às minhas colegas para que me seguissem e entrámos.  

No interior, colocámos os nossos pertences no chão e eu que sempre gostei de comandar as tropas, disse que teríamos que fazer algo para travar as investidas daquela grande besta que continuava lá fora à nossa espera. Fui falar com a dona do minimercado e contei-lhe o que se passava. A grande vaca não me passou cartão. Contei-lhe que estávamos a ser perseguidas e que tínhamos medo, e a grande vaca, continuou serena e a fazer contas. 

Eu, miúda que nunca tive medo de entrar numa briga fosse com quem fosse, decidi que tínhamos que fazer pela vidinha e limpar o sebo àquele bruto. Juntámos as cabeças e eu lá fui segredando às minhas amiguinhas o que teríamos que fazer. 

Passados uns minutos, saímos do minimercado, continuámos a andar e o seboso sempre atrás de nós. Tal como combinado e ao meu sinal, parámos de repente no meio da estrada, agarrámos com toda a nossa força nas mochilas, chapéus e demais pertences, corremos para a grande besta, pontapeámos a bicicleta que conduzia, o animal caiu ao chão e demos-lhe uma sova.

Levou uma tareia de três miúdas (uma das minhas colegas tinha o tamanho de uma alfaia agrícola e valia por duas) que nunca esquecerá. Obviamente que nunca usei o chapéu de chuva para lhe bater, mas sim os pés e deu-me enorme prazer dar biqueiros naquela fronha pérfida e mal cheirosa. Acabada a tarefa, demos as mãos todas a tremer e fomos a correr muito nervosas, apanhar o autocarro.

No dia seguinte, no colégio, fomos as três à missa da tarde, depois de termos almoçado sopa de estrelinhas. Durante a homilia, olhávamos umas para as outras e sorríamos, cúmplices, olhando para os sapatos que ainda pingavam sangue daquela grande besta (ok, não pingavam, mas eu juro que lhe parti um dente da frente). 

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11
Jan16

O Batizado.


O Unicórnio

Eu e o mêrapaz andamos a pensar no batizado do Francisco. Decidimos que será em Julho quando a nossa patanisca fizer o seu primeiro aniversário e juntamos as duas comemorações, contando com familiares e amigos mais próximos. Sim, sim, sei que alguns vão pensar, e uns até dizer que "deveria ter batizado a criança mais cedo", mas eu e o pai queremos assim e assim será. Obviamente que já ando de olho naquelas coisas típicas de "mãe que quer impressionar" e já seleccionei algumas imagens que servirão de inspiração para a decoração.Confesso que não sou moça do típico azul para menino e rosa para menina. Confesso até que azul não é a minha cor preferida e sou pouco dada a cores fortes e a bonecada. Optarei pelos verdes e brancos (sempre intemporal) e claro está, que este aprumo todo que se vê nas fotos não será a realidade, mas tentarei o mais próximo possível. 

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06
Jan16

O que quero fazer este ano. Deixar de fumar já não conta, porque já deixei.


O Unicórnio

As minhas resoluções para 2016 (para além daquelas que são óbvias );

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- Filtrar, seleccionar, restringir os que entram na minha vida. Deixar permanecer só mesmo quem me é querido e que me influencia positivamente. Afastar fontes de energia negativa; 

- Cuidar cada vez mais da minha alimentação e da minha família; começar a eliminar totalmente açucares e carnes vermelhas e optar cada vez mais por produtos biológicos; 

- Praticar exercício físico o maior número de vezes possível no ginásio e também ao ar livre. 

- Ir à missa. 

- Ser cada vez mais aguerrida nos meus projectos profissionais que estão no forno e fazer realmente o que me dá prazer e trabalhar com quem realmente gosto.

- Tentar que o mêrapaz deixe de fumar. Coser-lhe a boca será a medida drástica. 

- Tentar que o mêrapaz vá ao médico para fazer exames de rotina (coisa que não faz há mais de dez anos) e que deixe de ter pavor de entrar em unidades de sáude. 

- Ser mais calma no relacionamento com os outros (salvo duas ou três excepções) e não dar tantos coices (sou um unicórnio e posso). 

- Tentar profissionalmente, trabalhar na minha área; comunicação.

- Tentar escrever diariamente no blog.

 

 

Pronto, para além de tentar ser a melhor mãe do mundo, é isto que tentarei trazer para 2016. 

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