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O Unicórnio

O dia a dia de um Unicórnio. Suas inspirações, aventuras e desaires.

O dia a dia de um Unicórnio. Suas inspirações, aventuras e desaires.

O Unicórnio

24
Jul16

Almoçar de novo em família?! Esperem lá que já me apanham...


O Unicórnio

Um ano após o nascimento do nosso chinoca, decidimos que chegara a hora de irmos à capital, degustar um belo repasto ao Belcanto, restaurante do chef Avillez, local afamado e aclamado cá no portugalito e, aussi, em terras da estranja.
A ocasião pedia um oufit formal e aproveitei o mote para quebrar a rotina semanal, indo de fato de treino de neoprene, cabelo apanhado com mola no cocuruto e para completar o look, sapatinho alto compensado na biqueira, com tiras de strass prateado, sempre bonito. Filipe vestiu calção laranja da SportZone, meia branca com a bela da sandaloca por cima, que é escolha sempre trendy e casual chic. Francisco, luz dos nossos olhos e da nossa vida, levou o cabelo penteadinho para o lado (anda sempre com ele espetado), ora pois que a ocasião, pedia algum decoro.

Francisco, coisa mais rica de sua mãe e de seu pai, é criança alegre, dada, sociável e que gosta de abraçar, de mudar de colo, de transmitir simpatia. É um menino espevitado e falador, e expressa-se... gritando e cantando. Valha-me Deus como ele grita! A sua voz límpida e possante, entra ouvidos adentro e lá fica aprisionada horas intermináveis.
Eu e o pai, sabemos que quando está mais excitado ou ansioso, ele grita, e por isso, quando estamos num sítio público onde hajam demasiado estímulos, tentamos transmitir-lhe alguma serenidade e paz e entramos em modo zen, falando baixinho e calmamente. Foi o que fizemos no restaurante apinhado de gente, barulho e luzes e que nos valeu uma grande porra!

Durante o início do almoço, manteve-se caladinho,comendo umas migalhinhas de pão, e distraído a olhar para um fulano que tinha uma narigana que ia daqui até Braga (o Júlio Isidro). O pior, foi quando se acabou o pão, e lembrou-se de abrir a goela, espraiando todo o seu contentamento por estar ali, em local tão chic e composto. Senhoras e senhores, ele gritava e ria ao mesmo tempo, e aquela gente séria de dedo mindinho espetado e de biquinho feito para a selfie, olhava-nos de lado.
Juro que não me lembro o que comi e ao que me soube o repasto, tal os nervos que me consumiam. Sei que foram camarões, isso sei que foram, pois andámos a poupar um ano inteiro para ir almoçar fora e gente fina que é gente fina, vai almoçar camarão!
O mêrapaz, sempre mais calmo que eu, nem café bebeu como de costume e pagou a conta telepaticamente, pois nem dei por ele a tirar a carteira do bolso.
O mais "piqueno", ria, gritava, esbracejava, enquanto os empregados de mesa fingiam que lhe achavam muita piada e se metiam com ele.
Almoçámos em menos de meia hora e levantámo-nos num ápice, pegando no carrinho, onde Francisco continuava a sua jornada a rir, a espernear e a gritar a música :"Ah, ah, ah minha machadinha".
Coisinha mais rica de sua mãe e de seu pai.

*Obviamente que isto não se passou no Avillez, foi só o meu lado snob a fervilhar.

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