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O Unicórnio

O dia a dia de um Unicórnio. Suas inspirações, aventuras e desaires.

O dia a dia de um Unicórnio. Suas inspirações, aventuras e desaires.

O Unicórnio

27
Jan16

Esta coisa de ficar magra ainda me mata


O Unicórnio

Hoje fui fazer a minha primeira corrida. Deixei o Francisco com o pai, calcei os ténis, vesti-me a rigor para a ocasião, gravei Lana Del Rey para o telemóvel, pois gosto de música com ritmo e energia. Saí de casa de nariz empinado e de pensamento focado na premissa: «vou voltar a ser magra caraças e nada me impedirá.»

Primeiro caminhei vagarosamente para preparar a respiração, depois fui acelerando, e acelerando e acelerando até que de repente algo me bateu nas trombas e me deixou sem ar. Voltei para casa. É melhor esperar que as mamas desinchem.

 

17
Jan16

Quem bebe junto, fica junto para sempre. Ó mãe, tu não leias isto, hein!


O Unicórnio

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Numa conversa com o mêrapaz ao jantar (couves com feijão (da mãe) regadas com azeite de Casével (da sogra), pão caseiro de Alpiarça (do Intermarché) e chá de camomila (da Tetley)) sobre as nossas férias, recordámos  um dos nossos verões e uma peripécia que ainda hoje, faz rir os nossos amigos e que partilho aqui no blog.

Há mais de dez anos, fomos de tenda para Vila Nova de Milfontes e ficámos no parque de campismo que estava naquela altura (pleno Agosto), lotado com festivaleiros que iam para o sudoeste.  

O ambiente era de bradar aos céus; gritaria, berros e bufas toda a noite, guitarradas e cantorias todo o dia e ao final da tarde a coisa lá amainava, pois metade do parque ou estava  em coma alcoólico ou com a moca.

Na nossa terceira noite, resolvemos apanhar um valente pifo (somos assim, quando chega a noite e não temos nada para fazer, entramos em coma alcoólico) e partilhar do ambiente envolvente que se vivia naquele lugar.

No fim do banhinho tomado e bezuntados com Nívea After Sun, dirigimo-nos para o bar do parque de campismo que era maioritariamente frequentado por pessoas com ar de pertencerem ao coro de Santo Amaro de Oeiras.

O barzito estava à pinha. Todos os cocktails tinham o preço único de 1€ e divertidos,  bebemos e conversámos até ao início da madrugada. Cada um consumiu o que aguentou e sentíamo-nos estranhamente bem dispostos e sãos; a língua não enrolava, o chão não estava desnivelado e conseguíamos olhar sem desfoque. Até que nos levantámos para ir para a tenda. O caminho para a tenda era estreito e irregular, atravessando todo o parque. De ambos os lados era rodeado de tendas,  um passo em falso e cairíamos em cima de alguma.

Passados uns dez minutos comecei a sentir-me zonza, mal disposta e sem equilíbrio e avisei o meu namorado (agora marido) que a coisa estava mal e que não conseguia aguentar-me nas pernas. Nem acabei a frase e fiquei de joelhos com a boca cheia de terra, pois isto de estar bêbado e conseguir controlar olhos, boca, mãos, braços, pernas e a fala, é difícil e alguma coisa tem que ficar para trás. Quando olhei para o lado, já o moço tinha caído para cima de uma canadiana familiar e estava enrolado nos cordéis de um estendal da roupa, lutando para se levantar.

Os dois de gatas, percorremos todo o parque de campismo à procura da nossa tenda que teimava em não aparecer, a grande bicha.

Quase uma hora depois e ambos cada vez mais desnorteados, finalmente encontrámos a dita. Como é óbvio, tentámos nela entrar, mas o simples acto de juntar o polegar e o indicador para abrir o fecho, era gesto impossível. Nem eu nem o mêrapaz tínhamos tento naquele momento para conseguir abrir o pano de entrada. Tentámos, tentámos e tentámos até que me lembrei do óbvio, do evidente, do incontestável ; escavar um buraco. Foi o que fizemos.

Para eu conseguir entrar um pequeno buraquito serviu, quando foi a vez do mêrapaz, a coisa complicou pois 1,94 cm e 100 kg não entram por um buraquito qualquer, pois não, não entram. Cavámos e cavámos e cavámos (sempre com as mãos) e quase de manhã, finalmente entrámos na tenda e adormecemos no chão.

No dia seguinte, fomos acordados por três vigilantes do parque de campismo que estavam boquiabertos e absortos com a visão aquele enorme buraco. Saímos da tenda ainda cheios terra e com a roupa rasgada e foi-nos perguntado qual o motivo daquele enorme buraco . Justifiquei da seguinte forma;

- Foi um meteorito meus senhores, foi um meteorito.

18
Fev15

Adeus amigo, adeus.


O Unicórnio

Renault Clio (Aka Simão da Ega)

1999 - 2014 

Depois de muitos anos, hoje foi a nossa despedida. Abracei-te forte e uma lágriminha caiu pelo meu rosto. Lágrimas, foram lágrimas que vagarosamente deslizaram pela minha face ruborizada.

Fomos amigos durante muitos anos e não poderei esquecer que hoje, quando te fui entregar à morte, decidiste mesmo à entrada do portão da oficina, começar a arder. Meu grande cabrão! Sempre tiveste vida própria e até na morte pudeste sair vitorioso! Tinhas que me fazer passar por mais uma vergonha.  

Ainda me lembro quando há alguns anos atrás, regressava a casa do jornal onde trabalhava, e em plena A23 quando te carreguei na embreagem (é assim que se escreve?), ouvi um estalido e lá fui eu em ponto morto até à berma passar a vergonha de colocar o colete e esperar por ajuda. Foi a primeira vez, lembras-te? 

Ainda me lembro há alguns anos, vinha eu do jornal onde trabalhava, e em plena A23 quando te carreguei na embreagem (é assim que se escreve?), ouvi um estalido e lá fui eu em ponto morto até à berma passar a vergonha de colocar o colete e esperar por ajuda. Foi a segunda vez, lembras-te? E houve uma terceira e uma quarta. Esse pedal nunca foi de fiar. 

Numa viagem até ao Alentejo decidiste ter um furo, só por causa das coisas. Só naquela, apeteceu-te. Precisei do macaco e nunca o encontrei. Fizeste com que tivesse que descarregar toda a tralha de férias que tinhas no porta bagagens em plena auto-estrada, por consequência,  andei a correr atrás das melancias que deslizavam estrada fora. Nunca encontrei o filho da p**** do macaco. Tive que mais uma vez, vestir aquela porra do colete e pedir ajuda. 

Hoje foste para abater e eu senti muita pena.

Adeus, Simão da Ega (nome do meu carro), tiveste uma vida p´ra lá de boa.

Tua sempre dona, 

O Unicórnio. 

 

PS - Não consegui resistir e tirei esta última foto muito dramática a abraçar o Ega. 

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