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O Unicórnio

O dia a dia de um Unicórnio. Suas inspirações, aventuras e desaires.

O dia a dia de um Unicórnio. Suas inspirações, aventuras e desaires.

O Unicórnio

01
Out15

Dicas para amenizar o refluxo oculto.


O Unicórnio

Ainda no prosseguimento do meu post sobre o refluxo oculto, deixo algumas dicas que emprego no meu Francisco para tentar suavizar o problema.

Obrigada às mães que me enviaram palavras de solidariedade e de cumplicidade.

  • No fim de cada mamada, o Francisco fica no mínimo, 40 minutos em pé no meu colo. Assim, é bem mais difícil o leite voltar.
  • Deito-o SEMPRE de lado. Sim, sim, os médicos agora dizem para os bebés ficarem de barriga para cima, mas … guess what? Das vezes em que o meu filho se engasgou estava SEMPRE de barriga para cima. De lado, desenrasca-se com mais facilidade.
  • Comprem um sling ou um marsúpio. O pediatra aconselhou a trazer o bebé o máximo possível em pé. Isso só é conseguido com o sling.
  • Não encham o bebé de leite. Vale mais dar mais vezes do que lhes encher o estômago de uma vez só.
  • Se chorarem muito e pedirem mama, mas se tiverem a barriga cheia, não os ponham de novo ao peito. Quando pedem mama fora do horário das refeições, é porque têm dor e o leite combate o ácido, mas é um ciclo. Quanto mais bebem, mais refluxo.
  • Muito colo e mimo. Quando o Francisco ainda não estava medicado, chorava dia e noite ( com a tal azia), a única coisa é dar colo, muito.
  • Bebé no berço a chorar? Cá em casa isso não se usa.
  • O meu Francisco já chora menos desde que toma Nexium (omeprazol), que consiste num antiácido que alivia a dor.
  • Nas primeiras semanas ficava 24 horas a olhar para ele. Mas, aprendi que mãe cansada e desatenta vale pouco. Tentem dormir, é difícil nos primeiros tempos, mas acreditem que depois consegue-se.

 Atenção que estas dicas não são lei. Funcionam com o meu Francisco.

29
Set15

As mães têm um sexto sentido. Que isso nem se discuta.


O Unicórnio

Há cerca de mês e meio foi diagnosticado ao Francisco, refluxo oculto. E o que é esta porra de refluxo oculto, perguntam-me. É uma coisa chata, chata, pior que cólicas. O meu bebé mama e no fim, o leite anda a passear durante horas, esófago acima, esófago abaixo provocando dor, desconforto, excesso de salivação e (o que já aconteceu e que levou a um internamento), alguns episódios de apneia. Sim, estes episódios são do mais stressante que possam imaginar, levando a que o vigiemos 24 horas. 

Quando o Francisco tinha um mês, comecei a ouvir uns sons estranhos que ele emitia, principalmente de noite e é claro, durante noites a fio não dormi, pois aquele barulho preocupava-me. O pai, dizia que era imaginação minha, outros, diziam que eu era mãe de primeira viagem, logo, estava a delirar.

Continuei  a ouvir os ditos sons e continuaram a dizer-me (pediatra e médica de família) que não era nada. Até que um dia, ao levantá-lo do berço e a pousá-lo para lhe mudar a fralda, o Francisco ficou sem respirar, agitando somente braços e pernas e a mudar de cor. Virei-o de barriga para baixo e consegui que voltasse a respirar. De imediato fomos para o hospital. Mandaram-me embora para casa, eram “coisas normais que acontecem aos bebés”, justificaram.  

À noite, o episódio repetiu-se com o pai. Bebé deixa de respirar e teve que ser socorrido. De novo fomos para as urgências, mas desta vez, fui agressiva na minha queixa e disse que só sairia de lá com uma solução, pois era impossível vir para casa com um bebé com episódios de apneia. Ouviram-me e internaram o Francisco. Conclusão? Descobriram durante a noite que ele tinha refluxo oculto e o barulho que eu ouvia era o leite que estagnava na garganta provocando apneia.

Desde esse dia que o Francisco passou a ser medicado para a as dores (eram muitas e chorava desalmadamente dia e noite). A solução para o problema, passará com o tempo e quando começar a comer papas, amenizará.  Hoje em dia, é um bebé muito mais bem disposto e risonho, tem menos dores, apesar de continuar com o problema. Eu também já descanso um pouco mais, apesar de viver 24 horas de olho nele. Mudei-me temporariamente para casa dos meus pais, para me sentir mais segura e para ter apoio na vigilância ao bebé. Agruras de mãe, eu sei, mas tudo passará.

A foto mostra-nos juntinhos no marsúpio, meio de transporte muito utilizado cá em casa. Devido ao problemazinho, ele tem que andar em pé o máximo de tempo possível. 

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